Ao contrário do Facebook, do Twitter e do LinkedIn, os aplicativos de mensagem instantânea ainda não permitem anúncios pagos. No entanto, isto não significa que os departamentos de marketing não estejam atentos e não tentem usá-los a seu favor. Progressivamente, começamos a ouvir falar nos “negócios por mensagem”, uma expressão que se refere a estas novas táticas. Vamos então explicar como os peritos de marketing usam os aplicativos de mensagem para gerar mais vendas.

Mais do que qualquer outra coisa, os aplicativos de mensagem permitem um contato muito próximo e até privado com os seus clientes. Esta é uma oportunidade única de comunicar sem intermediários, pelo menos do ponto de vista dos peritos de marketing que usam os aplicativos de mensagem.

Assim sendo, os aplicativos de mensagem tornaram-se veículos eficazes e acessíveis para o apoio ao cliente. Algumas marcas, nomeadamente as companhias áreas, também usam as suas contas de Twitter com esta função. Mas, no Twitter, todas as queixas são públicas, enquanto que nos mensageiros instantâneos apenas a empresa e o cliente têm acesso à conversação. Isto tem duas principais vantagens: esconder críticas negativas e partilhar informação mais sensível com o cliente, como os detalhes de pagamento.

Empresas focadas em comércio eletrônico gostam de usar estes aplicativos para notificar os usuários sobre os envios das suas compras ou até mesmo para receber encomendas personalizadas. Aliás, este uso já se tornou tão popular que o Facebook já disponibiliza, para alguns usuários nos Estados Unidos, a opção de fazer pagamentos através do aplicativo Facebook Messenger.

Para além do apoio ao cliente, os maiores peritos em marketing usam os mensageiros instantâneos para enviar conteúdo áudio ou vídeo aos usuários, algo que não era possível com os SMS. Ao criar uma personagem cuja personalidade corresponde à identidade da marca, criam conteúdo interativo que os mantém sempre presentes na mente dos consumidores.

Finalmente, alguns peritos de marketing que usam os aplicativos de mensagem ressaltam que, porque ainda não suportam anúncios, nenhuma da informação partilhada poderá ser usada para remarketing. Embora à primeira vista isto possa ser prejudicial aos analistas de marketing digital, os clientes que usam dispositivos compartilhados – ou que pretendem comunicar com as marcas quando estão no seu trabalho – sentem-se mais seguros.

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