O WhatsApp já encanta os usuários há bastante tempo, mas só agora é que as empresas lhe dão alguma atenção como uma ferramenta legítima de marketing. Desta vez, é o WhatsApp quem percebe o seu próprio potencial e convida as empresas a juntar-se à rede. Qual será, então, o futuro do WhatsApp?

 

No início do ano, o WhatsApp tornou-se gratuito. Antes desta alteração, o WhatsApp tinha uma taxa de 1$ ao ano após o primeiro ano gratuito. Claro que o preço era simbólico, e servia apenas para cobrir alguns custos de manutenção. Hoje, o WhatsApp não cobra quaisquer taxas aos seus quase 1 bilhão de usuários.

O WhatsApp vai começar a convidar as empresas para participarem. Até aqui, o WhatsApp tinha focado em fazer com que o seu número de usuários crescesse. Mas uma vez que já conta com quase 1 bilhão de usuários (ou seja, um sétimo da população mundial), a atenção está virando para as empresas.

E, muito provavelmente, começará a lucrar com elas. Apesar do aplicativo se ter mantido sempre sem publicidade, e de Zuckerberg garantir que se manterá assim, o WhatsApp está a procura de formas para começar a lucrar com as empresas que estão se juntando ao App de Mensagem.

 

A partir daqui, quase todas as informações sobre o futuro do WhatsApp são especulação. Ainda nada está confirmado pelos fundadores do WhatsApp. Mas é possível que estejam a trabalhar numa versão especificamente para comerciantes – e, essa sim, terá que ser paga. Também é possível que estejam a preparar algumas funções adicionais que facilitem o negócio por mensagem no futuro, funções essas que terão que ser pagas por quem as usar.

 

O modelo para estas mudanças será o WeChat, conhecido no Ocidente com o “WhatsApp da China”. Tal como o WhatsApp, o WeChat começou como uma mensageiro instantâneo usado entre amigos, mas em 2013 começou a aceitar perfis empresariais. Hoje em dia, já é possível efetuar pagamentos, anunciar no aplicativo ou definir respostas automáticas. Vale a pena recordar que este tem sido o mesmo caminho do Facebook Messenger.